🧠 Raciocínio Econômico e Análise Fundamentalista
A aceleração da inflação ao consumidor nos EUA (CPI) para 3.7% YoY (vs. 3.6% esperado) e a inflação subjacente para 2.6% (vs. 2.5% esperado) aumentaram as expectativas de aperto monetário adicional do Federal Reserve. Isso, teoricamente, deveria pressionar o Ouro (XAU) para baixo devido ao aumento do custo de oportunidade de manter um ativo sem rendimento e à força do USD e dos yields dos Treasuries. No entanto, o Ouro demonstrou resiliência, recuperando-se de uma queda inicial para US$ 4.073 e encontrando demanda robusta na região de US$ 4.000-4.100. A fonte sugere que essa demanda vem de compradores com horizontes de investimento mais longos (ETFs, investidores discricionários), contrastando com a pressão vendedora de traders sistemáticos (CTAs) que reagem a tendências de preço e dados macroeconômicos adversos. A reversão nos yields dos Treasuries de 10 anos, possivelmente influenciada pela acumulação de títulos chineses, reduziu o custo de oportunidade do Ouro e contribuiu para sua recuperação, juntamente com um dólar mais fraco. Portanto, o Ouro é o ativo base, com a pressão inicial do CPI sendo mitigada por fatores contrários no mercado de títulos e pela demanda persistente, sugerindo uma possível consolidação em torno de US$ 4.100, em vez de uma reversão de tendência imediata.