🧠 Raciocínio Econômico e Análise Fundamentalista
O colapso no preço dos títulos (bond selloff) e a escalada do petróleo Brent para perto de US$ 107 o barril, devido ao impasse nas negociações entre EUA e Irã e à recusa do governo Trump em reabrir o Estreito de Ormuz, estão sustentando o dólar americano (USD). O estrategista do ING, Francesco Pesole, aponta que a volatilidade nos títulos é um pré-requisito para a correção do dólar para baixo, e que a instabilidade do petróleo aumenta os riscos de alta para o greenback. A força do dólar, aliada a dados macroeconômicos do Reino Unido ligeiramente fracos (inflação ao consumidor caindo para 1.4% e inflação alimentar para 2.5%), pressiona a libra esterlina (GBP). O euro (EUR) também sofre com a força do dólar e comentários 'dovish' da presidente do BCE, Christine Lagarde, que indicam uma resposta medida às pressões inflacionárias, apesar do aperto nas condições financeiras. A expectativa de aperto monetário pelo Fed em outubro (17 bps precificados) contrasta com a visão do ING de que tanto Fed quanto BCE esperarão até dezembro, o que poderia levar a ganhos no USD/CHF se o Fed agisse antes.